Claude Choules, que entrou com 14 anos para a Marinha, vive na Austrália

O britânico Claude Choules, tido como o último combatente vivo da Primeira Guerra Mundial (1914-18), completou 110 anos nesta quinta-feira.

Choules entrou para a Marinha da Grã-Bretanha com apenas 14 anos e testemunhou, em 1918, o afundamento da esquadra alemã em Scapa Flow, um braço de mar localizado nas Ilhas Orkney, no norte da Escócia.

Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, o britânico emigrou para a Austrália, e passou a trabalhar para a Marinha do país.

Choules vive atualmente em uma clínica na cidade de Perth.

'Alguém tem que ser o último, por que não eu?', disse ele, 18 meses atrás, em uma entrevista ao correspondente da BBC na Austrália Nick Bryant.

Cego e praticamente surdo, Choules não está muito animado com o seu 110º aniversário, segundo seus filhos. A família do veterano afirma que fará apenas uma pequena comemoração em Perth.

Além de ser o último combatente vivo da Primeira Guerra, Choules também é considerado o britânico mais velho.

A britânica Florence Beatrice Green, hoje com 110 anos, é a única outra pessoa viva que participou da Primeira Guerra Mundial. Ela entrou para a Força Aérea Feminina britânica em 1918, onde servia como garçonete.