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E se... o primeiro GTA tivesse sido cancelado?

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E se a série Grand Theft Auto nunca tivesse existido? Como nós, gamers, estaríamos hoje? Será que estaríamos aclamando Red Dead Redemption como o melhor jogo do ano? Teríamos um Bulletstorm saindo do forno em fevereiro? Será que teríamos de nos preocupar menos com pesquisas e projetos de lei fazendo de tudo para associar games com violência, maldade, destruição da moral e dos bons costumes?

Nós nunca saberemos a resposta paras essa perguntas. É como perguntar o que aconteceria com nosso mundo se o comunismo prevalecesse sobre o capitalismo, ou se Call of Duty: Black Ops tivesse uma boa narrativa. Como nenhuma das duas coisas coisas aconteceu, estamos fadados àaespecular. A questão é que, segundo um dos desenvolvedores envolvido no projeto, o primeiro GTA, lançado em 1997, por pouco não foi cancelado.

Naquela época, o protótipo do que viria a ser uma das séries mais bem sucedidas da história dos games estava nas mãos dos estúdios DMA Design e Tarantula Studios (que, mais tarde, viriam a se tornar Rockstar North e a Rockstar Lincoln). Gary Penn, designer de games e escritor do livro Replay: the history of videogames (sem edição no Brasil), trabalhava na DMA naquela época e afirma que nosso jogo de destruição urbana e anarquia social estava causando uma bela dor de cabeça para sua equipe.

“[O GTA original] foi uma verdadeira bagunça durante anos, não mudava, não ia a lugar algum”, disse Penn em entrevista ao site Gamasutra. “Nunca realmente senti que o jogo estava indo a lugar algum. Ele quase foi cancelado. A produtora, BMG Interactive, queria cancelar tudo, já que o projeto não avançava.”

Mas quais eram os motivos para tanta insatisfação? De acordo com Garry, o jogo era cheio de erros e problemas de instabilidade. Além disso, uma de suas principais mecânicas, a direção despretensiosa de veículos que podiam atropelar tudo e todos, não estava funcionando tão bem quanto deveria.

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“Há provavelmente duas coisas essenciais que iam de mal a pior. Duas coisas importantes. Uma delas eram os problemas de estabilidade, que são uma chatice e nos roubaram um tempo precioso. O jogo era tão instável que você conseguisse fazer alguma coisa nele, não seria capaz de testá-la. Os designers não podiam testar o material ou experimentar coisas novas, pois o jogo só ficava travando o tempo todo. O outro problema grave eram os controles – controlar o carro era terrível”, explicou ele. “A base do jogo estava, fundamentalmente, quebrada”.

Mas o que, então, salvou GTA de sua possível (e provável) extinção? Aparentemente, segundo Penn, um erro os motivou a continuar.

“Um dia, acho que graças a um erro, a polícia de repente tornou-se psicopata e agressiva. Eles ficava tentano atropelar você! Isso foi ótimo porque daquele sofrimento com todos os problemas de instabilidade e jogabilidade, nós fomos para outros dramas, como: ‘Oh meu Deus, a polícia é psicopata. – eles estão tentando me tirar para fora da estrada! E isso era totalmente incrível, então nós decidimos continuar. ”

E todos nós agradecemos por essa decisão, Penn, até mesmo aqueles advogados que processam um jogo da série GTA por ser muito violento. Afinal, quem eles iriam atormentar se não fosse o nosso querido “grande ladrão de carros”?

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